terça-feira, 20 de maio de 2008

E, mais uma vez, foi lindo...

Ao longo desta semana, publicaremos os textos declamados na última quarta!
Abaixo, fotos da noite!

Os convidados da última edição do MaPa reunidos no palco: os escritores Flávio Izhaki e Paulo Thiago de Mello e o cantor e compositor Otto. No flash, falta apenas o poeta Chacal.






Otto em cena. Ele cantou algumas de suas composições e declamou seus poemas.






terça-feira, 29 de abril de 2008

Ele está de volta!


O projeto MaPa tem mais duas edições marcadas no Cinemathequé, nos dias 14 de maio e 25 de junho. E, o melhor, entrou na grade de programação da casa!


Para quem não conhece a história segue o release aí embaixo


Um encontro entre músicos, prosadores e poetas. Esta é a proposta do Projeto MaPa. Idealizado e produzido por Marcello Magdaleno, ex-saxofonista da banda Canastra, o projeto nasceu no ano passado e já juntou no palco do Cinemathèque, em Botafogo, nomes como os do poeta e músico Cabelo, do escritor Marcelo Moutinho e do trompetista Guilherme Dias Gomes. Em maio o projeto passa a fazer parte da grade de programação da casa, com uma edição mensal. O próximo encontro está marcado para o dia 14 de maio, com a presença de novos convidados. Desta vez, sobem ao palco o cantor e compositor Otto; o poeta Chacal, que declama versos sobre a cidade; o escritor Flávio Izhaki, que acaba de lançar o romance De cabeça baixa, pela editora Guarda-chuva, e o escritor e jornalista Paulo Thiago de Mello.

O projeto conta com uma banda que mistura, por exemplo, a melodia de Cantaloupe Island, do pianista Herbie Hancock, com a letra de Samba da Bênção, de Vinicius de Moraes. Participando das canções, um pequeno time de poetas, prosadores e músicos sobe ao palco para desfiar palavras e notas ao longo da noite, um de cada vez. Os textos são declamados e a banda acompanha com arranjos que mudam de acordo com o contexto. O clima é de improviso, mas as entradas e saídas são planejadas. Nomes conhecidos se alternam com o de novos músicos e poetas. Na platéia, há ainda um troca-troca de livros. Quem quiser pode levar um livro e trocar por outro.

No dia seguinte ao das apresentações, as fotos e todos os textos declamados estarão disponíveis no blog do projeto. Assim, o público pode ler os poemas e textos que ouviu e ter mais informações sobre os seus autores em pequenas entrevistas.

Dia – 14 de maio
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 22h30m
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)


CONVIDADOS:
Otto – Cantor e compositor. Ex-percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do mundo livre s/a (com quem gravou os dois primeiros discos). Hoje tem carreira solo.

Flávio Izhaki – Co-organizou e participou como contista do livro Prosas cariocas – Uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004) e das antologias Paralelos – 17 contos da nova literatura brasileira (Agir, 2004) e Contos sobre tela (Pinakotheke Edições, 2005). Foi apontado por um júri convocado pelo O Globo como aposta literária da nova geração de autores nacionais. De cabeça baixa (Editora Guarda-chuva) é seu primeiro romance.

Chacal - poeta e produtor do CEP 20.000 (lançou recentemente "Belvedere", ed. Cosac Naify)

Paulo Thiago de Mello – Repórter do jornal O Globo, antropólogo e escritor. Publica seus escritos em http://ipaco.blogspot.com/. Realizou um trabalho antropológico pelos botequins cariocas.

BANDA:
Pompeo Pelosi
- bateria / Roberto Medeiros - baixo / Marcelo Chaves - guitarra / Chiquinho Vaz - piano / Marcello Magdaleno - sax e voz

Mais informações:
mapaprojeto@gmail.com


PRÓXIMA EDIÇÃO - 25 de junho

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

...poemas para um ano bom...Feliz 2008!

AS VISTAS
Sento-me de fronte à baía
Com a Glória sob os pés
Santa Teresa sobre os ombros
Meu café repousa em alva xícara
A fumaça torna impressionista a paisagem
História sobre a retina
Passa ao largo sobre a rotina


PALAVRAS
Minhas palavras
Não se encaixam na canção
Porque palavras são
Coisas difíceis de usar
Quanto mais simples é
O que se quer falar

VOCÊ
Ipanema são seus olhos
Corcovado a cabeça
E a Lagoa o estômago
Copacabana o seu sexo
E o Centro o coração
Nas ruas as pessoas perplexas
Nas ruas os carros coagulam devagar
Mas a cidade não pára
A cidade não pára
A cidade é tão bela
Olhar para ela
É como te olhar


Os poemas deste post são de autoria de Marcello Magdaleno

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Projeto MaPa fechou o primeiro mês! O saldo foi bem positivo. Conseguimos um barulho. Reunimos as pessoas e os encontros aconteceram nos ensaios, nos shows e no blog.
Houve boas surpresas. Pedro de Hollanda, por exemplo, co-habitou um palco com uma banda pela primeira vez e sua poesia agradou à platéia. Ele estava nervoso dias antes. Tirou de letra! Outro bom momento foi receber o Chacal como primeiro convidado. Não podíamos começar melhor. Chacal é uma referência nesta história de poesia e o CEP produzido por ele abriu portas para muitas bandas.
Minha estréia no Canastra se deu justamente em um show lá. Agora, começamos a preparar a próxima temporada que deve acontecer no final de fevereiro ou começo de março. Por enquanto, só posso dizer que seremos ecléticos em relação aos artistas convidados.
E, enquanto isso, o blog segue mapeando os ensaios e os trabalhos daqueles que foram e serão nossos convidados.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cenas da última edição

Marcelo Moutinho recita seus contos.
Henrique Rodrigues recita poemas de "A musa diluída".

Guilherme Dias Gomes em momento de improviso.

As imagens são de Ana Rodrigues e Daniel Chiacos. Nossos mais sinceros agradecimentos a dupla e a todos os participantes.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Um pouco do que rolou por lá

Mais uma noite, mais histórias e boas apresentações. Daqui a pouco, chegam as fotos. Por enquanto, fiquem com alguns dos textos recitados!

HENRIQUE RODRIGUES

LUGAR
viver se faz em si – própria poeira
dispersa esfarelada no seu onde
refeita de uma cinza derradeira
é antes no seu quando que se esconde
memória desdobrada em peça inteira
viver é ser? pergunta que responde
tão falsa que a sentimos verdadeira
viver não está no fundo, mas na beira


COMPUTADOR
Escorre, pelos quatro cantos, o teu nome.
É cedo, é tarde, é noite aqui nesta janela
Onde uma encenação do tempo me consome.
Não tenho sono ou fome. Porém toda a tela
Verteu-se num negrume sobre a minha mente,
E ao breu que lentamente vem ganhar volume
Irrompem vaga-lumes: solidão presente
Tão singular e tão plural,
feito um cardume.

Mais sobre o cara - Henrique Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro, em 1975. É formado em Letras pela Uerj e mestre em Estudos de Literatura pela PUC-Rio. Trabalha com projetos de incentivo à leitura e circulação de manifestações literárias. É co-autor dos livros “Quatro Estações: o trevo” (1999, independente), “Prosas Cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro” (2004, ed. Casa da Palavra). Autor de “A musa diluída” (Record, 2006) e “Versos para um Rio Antigo” (infantil, Pinakotheke, 2007). Colabora com os suplementos literários do Jornal do Brasil e O Globo.

MARCELO MOUTINHO

SOLIDÃO
Do travesseiro, brotaram seres estranhos: bichos da floresta, anjos alados, pessoas mortas. Ainda assim dormiram bem. Ao acordar, notou a TV ligada, sem som. Sobre a mesa da cozinha, pão fresco, bolo de cenoura, mel, geléia e pó de café. Não tinha fome.
às vezes, a solidão é a cafeteira vazia.

Mais sobre o cara - O escritor Marcelo Moutinho nasceu em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, no dia 22 de junho de 1972. É formado em Comunicação Social, com especializações em Comunicação e Imagem (pela PUC-Rio) e Jornalismo Cultural (pela Uerj). Moutinho publicou os livros "Memória dos barcos" (7Letras, 2001) e "Somos todos iguais nesta noite" (Rocco, 2006) e organizou as antologias "Prosas cariocas - Uma nova cartografia do Rio" (Casa da Palavra, 2004) e "Contos sobre tela" (Pinakotheke, 2005), das quais é também co-autor.