domingo, 12 de outubro de 2008

Nesta quinta tem!

Arnaldo Brandão e Tavinho Paes no Projeto MaPa

MaPa acontece no Cinemathéque, no dia 16 de outubro

O projeto MaPa chega com novidades no palco do Cinemathéque. Em vez de quartas-feiras, o show mensal, com a participação de poetas e músicos convidados, acontecerá às quintas. No dia 16 de outubro, a banda do projeto recebe no palco o poeta e compositor Tavinho Paes, o músico Arnaldo Brandão e o músico Cláudio Pinheiro.

Entre as atrações da noite, Tavinho e Arnaldo apresentarão as canções que fizeram em parceria para o novo CD do músico. Além disso, Tavinho lançará durante o evento seu 108º booklet: "Baralho". O cantor Cláudio Pinheiro canta poemas de Hilda Hist musicados por Zeca Baleiro e de Fernando Pessoa por Suely Costa.

OS CONVIDADOS:

TAVINHO PAES
Tavinho Paes é fundador da Indie Records e do CEP 20.000, junto com o poeta Chacal. Produziu e organizou uma série de eventos ligados a poesia pela cidade. Escreveu as músicas Totalmente demais, Linda demais etc...

ARNALDO BRANDÃO
Em 1970, acompanha com a banda The Bubbles, Gal Costa em show dirigido por Jards Macalé e Hélio Oiticica. Em 1974, grava com Raul Seixas as músicas Não pare na pista /Trem das sete/Como vovó já dizia e Se o rádio não toca, todas lançadas em compacto simples. Excursionou com Raul Seixas, acompanhou o grupo Doces Bárbaros, tocou com Caetano Veloso, Jorge Bem, Rita Lee e Luis Melodia. Nas décadas de 80 e 90 formou a banda Hanói, Hanói. Compôs com Cazuza a música O tempo não pára, Jovem e com Lobão, Rádio blá. Em 2006, lançou o CD independente Arnaldo Brandão – ao vivo.
Mais informações: http://www.arnaldobrandao.com.br/

CLAUDIO PINHEIRO
Claudio Pinheiro desenvolveu extensa carreira como cantor, desde 1992, quando estreou profissionalmente no palco do extinto Mistura Fina de Ipanema. Já tocou com Rio Jazz Orchestra, Raul Mascarenhas e Delia Fischer, Nico Assumpção, Paulinho Trompete, Mauro Senise, Juarez Araújo, entre outros. Fez participação em trilhas de diversos seriados, minisséries, especiais e novelas da Tv Globo.


A BANDA DO MaPa:
Pompeo Pelosi - bateria
Roberto Medeiros - baixo
Marcelo Chaves - guitarra
Chiquinho Vaz - piano
Thiago Martins - percussão
Marcello Magdaleno - sax e voz

SERVIÇO:
Dia – 16 de outubro
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 21h30m
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para entrar para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)

domingo, 28 de setembro de 2008

Nova edição no dia 16 de outubro!

Tá chegando a hora de mais uma. No dia 16 de outubro o Projeto MaPa tem nova edição no Cinemathéque, com a participação do poeta Tavinho Paes e dos músicos Arnaldo Brandão e Cláudio Pinheiro. Para esquentar, abaixo você vê vídeos de encontros passados.

No primeiro, o escritor africano Ondjaki faz uma homenagem ao seu continente. No seguinte, o jornalista, escritor e antropoólogo Paulo Thiago de Mello recita seu poema As Mariposas, enaltecendo as mulheres.

Até!

Ondjaki



Paulo Thiago de Mello

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ipanema

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O SALTO


Pompeo Pelosi, baterista da banda do Projeto MaPa, é o autor deste poema, que foi ouvido pela platéia presenta na quarta edição do evento. Acima, uma foto dele em ação. Ao fundo, parte do cenário-vivo criado pela SuperUber, de Liana Brazil e Russ Rive, especialmente para a noite.

O SALTO

Envolto por cortina de fumaça,

e cercado de dúvidas e esperanças,

abracei uma nova alternativa.

Volto já...

Tendo como testemunhas outros

iguais tão diferentes quanto eu,

e em voz alta, proferi meu primeiro voto:

o de silêncio!

De assalto, naquele instante,

tomou meu peito uma estranha e familiar acolhida,

me parecendo coisa que já vivi.

Em outra vida!

Num segundo se renova:

Estou inscrito!

Em cada rito, sem que claro

eu possa ver, fiel me torna.

E toda lágrima, riso, gozo,

ou dor; isso me leva...

Ao vasto Céu de espaço irrestrito.

Solene Amor!

Em minha mente, evoco a

imagem do poeta popular, que diz “ao redor do buraco tudo é beira”.

Luto pra me ver, no alto da

ribanceira do ser. O quê?

Sem medo de medo ter, não

mais o tempo contar, os pontos auferir.

E sem pestanejar, calado todo

o medo, ao perpétuo me inclinar.

Salto não mais prendendo o

ar; soltando o grito.

Voto já!

Imagens, imagens, imagens...

Abaixo, cenas que as câmeras dos queridos fotógrafos Dan Chiacos e Ana Rodrigues registraram durante a quarta edição do MaPa. Tem Moraes Moreira se preparando para a apresentação no camarim, relendo alguns dos poemas que declamou na noite. Moraes no palco. Dado Amaral em ação e o escritor angolano Ondjaki declamando poemas de seus conterrâneos...





terça-feira, 10 de junho de 2008

A máquina tá esquentando!




MaPa recebe Moraes Moreira e Ondjaki
Quarta edição tem momento de homenagem à literatura africana

A quarta edição do projeto MaPa, no dia 09 de julho, vai ter um momento dedicado ao continente africano. O escritor Ondjaki, nascido em Luanda, em 1977, vai declamar poemas de Eduardo White (de Moçambique) e de Ana Paula Tavares (de Angola), além de trechos de seus livros. Outra atração de peso é Moraes Moreira. O músico, que no ano passado lançou o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos", recitará trechos da obra, que conta a história dos Novos Baianos em cordel. Dado Amaral fecha a lista de convidados, com poemas de Olho Nu, livro que está prestes a lançar. Fora isso, a banda do MaPa está mais afinada do que nunca. Continuará mesclando música e poesia e fazendo percussão com máquinas de escrever. Confira!


OS CONVIDADOS:
Moraes Moreira

No MaPa - Moraes recitará poesias e repentes de seu livro, além de algumas de suas músicas.
Quem é o cara – Moraes Moreira dispensa apresentações. Ele é músico. Em 2007, lançou o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos". A obra é dividida em duas partes. Na primeira, sob a forma do cordel, conta a história do grupo pós-tropicalista. Na segunda parte, Moraes selecionou algumas das suas melhores letras de músicas e acrescentou notas em que explica suas particularidades.

Ondjaki
No MaPa
- Ondjaki vai ler poemas de Eduardo White (poeta de Moçambique) e alguns poemas de Ana Paula Tavares (de Angola), além de trechos de sua prosa.

Quem é o cara - Convidado da Flip de 2006, nasceu em Luanda, em 1977. Prosador e poeta, também escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda. Seus romances, como Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004), são habitados por personagens que lutam para entrever beleza e esperança entre os destroços de uma das mais longas guerras civis africanas. É membro da União dos Escritores Angolanos. Seus livros foram traduzidos para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e chinês. Mais sobre ele: www.kazukuta.com/ondjaki

Dado Amaral
No MaPa - Dado declamará algumas de suas poesias.
Quem é o cara - Poeta, fez parte do Boato, banda que atuou intensamente nos anos 90. É também ator e cineasta, e realizou o documentário Por Gentileza (sobre o Profeta Gentileza) e curtas-metragens como Novela Vaga, uma comédia filmada entre o Rio de Janeiro e Paris. Professor de teatro, leciona interpretação no Nós do Morro (Vidigal) desde 2002. Prepara a publicação de seu primeiro livro de poemas, Olho Nu.



SERVIÇO:
Dia – 09 de julho (mudamos a data em homenagem aos tricolores!)
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 21h30m TÁ MAIS CEDO!
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para entrar para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

De cabeça baixa

Flávio Izhaki leu trechos de seu romance recém-lançado pela editora Guarda-Chuva: De cabeça baixa. A história de um escritor em auto-exílio que encontra seu livro num sebo, cinco anos após a publicação deste, com as margens do texto todas anotadas com comentários cáusticos. Abaixo, um dos pequenos trechos lidos na noite e a foto do autor em cena, que, apesar de afirmar que estava nervoso, foi muito bem no palco e deixou a platéia com vontade de conhecer o desenrolar da história.


"Houve vezes que poderia ter feito um pouco mais, sido um pouco mais para Luana. Levá-la até a porta do elevador e congelar o sorriso na janelinha até a caixa descer. Não conseguia. Ela sempre via a sensação de perfeição desabar com força maior do que a gravidade. O último olhar nunca levava um sorriso de recordação, e nem o primeiro, quando ela abria os olhos se espreguiçando com o corpo inteiro e o sentia ao lado na cama."