quarta-feira, 10 de junho de 2009

Começaram os shows de 2009!



Esta semana começam nossos shows deste ano e a idéia é fazer uma grande festa no dia dos namorados. O show será dentro do projeto Sextas no Jardim que promove apresentações no jardim do Cinematheque, casa de shows em Botafogo. Para conhecer o projeto visite http://www.sextasnojardim.blogspot.com/. A idéia é fazer um som com convidados e cheio de improvisos.

A partir de agora também estamos com novos endereços na web. Lançamos nosso myspace!!

www.myspace.com/mapaprojeto


Segue abaixo a repercussão do último show em dezembro. Até sexta!!


quinta-feira, 5 de março de 2009

Enfim o ano começou!




Nessas férias começamos a preparar nosso primeiro CD. Em breve mando notícias dele. Para final de abril, começo de maio teremos mais uma edição do projeto. Enquanto isso vamos ver as fotos e os comentários enviados pelas meninas do Madame Kaos que participaram da 6ª edição de dezembro passado.



MK + MP =

Foi bastante interessante subir no palco para "brincar" de coisa séria. Fazer música com poesia como parte de um experimento. O palco como tubo de ensaio, os instrumentos como elementos líquidos ora pingados com conta gotas - ora despejados com vigor dentro do tubo, os poemas como as bolhas que resultam da experiência ou fumaça, explosão! O público como "cobaia". Nos sentimos de verdade num palco-laboratório de química e olha que nunca fomos lá boas alunas nesta matéria, mas nos surpreendemos com o que fizemos, o que sentimos, o que ouvimos. Agradecemos ao Projeto MaPa por ter nos convidado para dividir esta noite memorável com vocês. Obrigada pela confiança e por possibilitar que comemorássemos um ano de grupo numa situação tão inesperada e deliciosa.

MADAME KAOS
Beatriz Provasi, Juliana Hollanda e Marcela Giannini






Segue um poema que participou do laboratório.


TODAS ELAS, Beatriz Provasi

a santa e a puta me habitam
na casa que sou
ora mosteiro
ora pardieiro
pouco bate a luz do sol
tenho hábitos noturnos
e hábitos de freira
hábitos me vestem de negro
coabitam na vastidão do escuro
ora clausura, convento
ora vento, raio, tufão
ora sussurro de palavras, oração
e o verbo se solta, o sangue ferve, vira verve
elas sentam juntas no meu colo para tomar chá
com pedrinhas de açúcar e tilintar de colheres
há pouco o que se falar
são mulheres
outras vêm brincar no jardim dos meus cabelos
são ainda crianças a me fazer tranças embutidas
uma me faz cócegas nos pés
só para eu dar risada sem motivo
todas moram em mim
as pequenas dormem cedo
a santa reza antes de deitar
a puta se deita acordada
há pouco o que se falar
todas têm medo
do escuro, de deus, do desassossego
todas rezam na hora do aperto
e guardam, sempre, a navalha entre os dedos



Marcela Giannini, do Madame Kaos, no palco com a banda.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Está se aproximando a 6ª edição do projeto!

Dia 26 de dezembro (isso mesmo, logo depois do Natal) o Projeto MaPa sobe ao palco para mais uma edição. Neste show teremos como convidados as poetas do Madame Kaos, o diretor e humorista Fernando Ceylão e a banda Vulgue Tostoi que está finalizando seu segundo disco. Para esta edição a banda MaPa também preparou novas músicas. Enquanto isso segue uma foto da última edição.



O cantor Cládio Pinheiro em um poema de Hilda Hilst musicado por Zeca Baleiro.


O poeta Henrique Rodrigues que participou da 2ª edição em 2007 mandou comentário e poema para celebrar o primeiro aniversário do Projeto.




Participar do MaPa foi interessante pela possibilidade de casar versos com música. Diferente de cantar, a experiência de versejar com música permite uma química diferente, dando à literatura um sabor melódico diferente daquele que a própria poesia já requer.

Ficaí então um poema que fiz por esses dias. De repente, ele poderá ser falado no futudo acompanhado dos seus sax, bateria e baixo.

Abração,
Henrique

SONETO COM TELA DE FUNDO AZUL

Guardar o que se pode da beleza,
Não cultivar o vácuo da lembrança,
Tampouco fermentar desesperança,
Mas respeitar o tempo da tristeza;

Abrir lugar àquilo que está vindo
E despedir-se do que já morreu;
Usar nós onde só cabia o eu,
Sabendo-se também como algo findo;

Sorver o breu de todo desencanto
Como se fosse um vinho seco e denso
A lágrima acridoce do teu pranto.

E então viver esse conjunto intenso
De todas as certezas em suspenso
Enquanto passa o que é só mesmo enquanto.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um pouco do que rolou na última edição!


Arnaldo Brandão e "O Tempo não Pára"



Tavinho Paes




Marcelo Chaves



Thiago Martins



Arnaldo Brandão e Marcello Magdaleno


Fotos do Dan Chiacos

domingo, 12 de outubro de 2008

Nesta quinta tem!

Arnaldo Brandão e Tavinho Paes no Projeto MaPa

MaPa acontece no Cinemathéque, no dia 16 de outubro

O projeto MaPa chega com novidades no palco do Cinemathéque. Em vez de quartas-feiras, o show mensal, com a participação de poetas e músicos convidados, acontecerá às quintas. No dia 16 de outubro, a banda do projeto recebe no palco o poeta e compositor Tavinho Paes, o músico Arnaldo Brandão e o músico Cláudio Pinheiro.

Entre as atrações da noite, Tavinho e Arnaldo apresentarão as canções que fizeram em parceria para o novo CD do músico. Além disso, Tavinho lançará durante o evento seu 108º booklet: "Baralho". O cantor Cláudio Pinheiro canta poemas de Hilda Hist musicados por Zeca Baleiro e de Fernando Pessoa por Suely Costa.

OS CONVIDADOS:

TAVINHO PAES
Tavinho Paes é fundador da Indie Records e do CEP 20.000, junto com o poeta Chacal. Produziu e organizou uma série de eventos ligados a poesia pela cidade. Escreveu as músicas Totalmente demais, Linda demais etc...

ARNALDO BRANDÃO
Em 1970, acompanha com a banda The Bubbles, Gal Costa em show dirigido por Jards Macalé e Hélio Oiticica. Em 1974, grava com Raul Seixas as músicas Não pare na pista /Trem das sete/Como vovó já dizia e Se o rádio não toca, todas lançadas em compacto simples. Excursionou com Raul Seixas, acompanhou o grupo Doces Bárbaros, tocou com Caetano Veloso, Jorge Bem, Rita Lee e Luis Melodia. Nas décadas de 80 e 90 formou a banda Hanói, Hanói. Compôs com Cazuza a música O tempo não pára, Jovem e com Lobão, Rádio blá. Em 2006, lançou o CD independente Arnaldo Brandão – ao vivo.
Mais informações: http://www.arnaldobrandao.com.br/

CLAUDIO PINHEIRO
Claudio Pinheiro desenvolveu extensa carreira como cantor, desde 1992, quando estreou profissionalmente no palco do extinto Mistura Fina de Ipanema. Já tocou com Rio Jazz Orchestra, Raul Mascarenhas e Delia Fischer, Nico Assumpção, Paulinho Trompete, Mauro Senise, Juarez Araújo, entre outros. Fez participação em trilhas de diversos seriados, minisséries, especiais e novelas da Tv Globo.


A BANDA DO MaPa:
Pompeo Pelosi - bateria
Roberto Medeiros - baixo
Marcelo Chaves - guitarra
Chiquinho Vaz - piano
Thiago Martins - percussão
Marcello Magdaleno - sax e voz

SERVIÇO:
Dia – 16 de outubro
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 21h30m
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para entrar para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)

domingo, 28 de setembro de 2008

Nova edição no dia 16 de outubro!

Tá chegando a hora de mais uma. No dia 16 de outubro o Projeto MaPa tem nova edição no Cinemathéque, com a participação do poeta Tavinho Paes e dos músicos Arnaldo Brandão e Cláudio Pinheiro. Para esquentar, abaixo você vê vídeos de encontros passados.

No primeiro, o escritor africano Ondjaki faz uma homenagem ao seu continente. No seguinte, o jornalista, escritor e antropoólogo Paulo Thiago de Mello recita seu poema As Mariposas, enaltecendo as mulheres.

Até!

Ondjaki



Paulo Thiago de Mello

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ipanema

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O SALTO


Pompeo Pelosi, baterista da banda do Projeto MaPa, é o autor deste poema, que foi ouvido pela platéia presenta na quarta edição do evento. Acima, uma foto dele em ação. Ao fundo, parte do cenário-vivo criado pela SuperUber, de Liana Brazil e Russ Rive, especialmente para a noite.

O SALTO

Envolto por cortina de fumaça,

e cercado de dúvidas e esperanças,

abracei uma nova alternativa.

Volto já...

Tendo como testemunhas outros

iguais tão diferentes quanto eu,

e em voz alta, proferi meu primeiro voto:

o de silêncio!

De assalto, naquele instante,

tomou meu peito uma estranha e familiar acolhida,

me parecendo coisa que já vivi.

Em outra vida!

Num segundo se renova:

Estou inscrito!

Em cada rito, sem que claro

eu possa ver, fiel me torna.

E toda lágrima, riso, gozo,

ou dor; isso me leva...

Ao vasto Céu de espaço irrestrito.

Solene Amor!

Em minha mente, evoco a

imagem do poeta popular, que diz “ao redor do buraco tudo é beira”.

Luto pra me ver, no alto da

ribanceira do ser. O quê?

Sem medo de medo ter, não

mais o tempo contar, os pontos auferir.

E sem pestanejar, calado todo

o medo, ao perpétuo me inclinar.

Salto não mais prendendo o

ar; soltando o grito.

Voto já!

Imagens, imagens, imagens...

Abaixo, cenas que as câmeras dos queridos fotógrafos Dan Chiacos e Ana Rodrigues registraram durante a quarta edição do MaPa. Tem Moraes Moreira se preparando para a apresentação no camarim, relendo alguns dos poemas que declamou na noite. Moraes no palco. Dado Amaral em ação e o escritor angolano Ondjaki declamando poemas de seus conterrâneos...





terça-feira, 10 de junho de 2008

A máquina tá esquentando!




MaPa recebe Moraes Moreira e Ondjaki
Quarta edição tem momento de homenagem à literatura africana

A quarta edição do projeto MaPa, no dia 09 de julho, vai ter um momento dedicado ao continente africano. O escritor Ondjaki, nascido em Luanda, em 1977, vai declamar poemas de Eduardo White (de Moçambique) e de Ana Paula Tavares (de Angola), além de trechos de seus livros. Outra atração de peso é Moraes Moreira. O músico, que no ano passado lançou o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos", recitará trechos da obra, que conta a história dos Novos Baianos em cordel. Dado Amaral fecha a lista de convidados, com poemas de Olho Nu, livro que está prestes a lançar. Fora isso, a banda do MaPa está mais afinada do que nunca. Continuará mesclando música e poesia e fazendo percussão com máquinas de escrever. Confira!


OS CONVIDADOS:
Moraes Moreira

No MaPa - Moraes recitará poesias e repentes de seu livro, além de algumas de suas músicas.
Quem é o cara – Moraes Moreira dispensa apresentações. Ele é músico. Em 2007, lançou o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos". A obra é dividida em duas partes. Na primeira, sob a forma do cordel, conta a história do grupo pós-tropicalista. Na segunda parte, Moraes selecionou algumas das suas melhores letras de músicas e acrescentou notas em que explica suas particularidades.

Ondjaki
No MaPa
- Ondjaki vai ler poemas de Eduardo White (poeta de Moçambique) e alguns poemas de Ana Paula Tavares (de Angola), além de trechos de sua prosa.

Quem é o cara - Convidado da Flip de 2006, nasceu em Luanda, em 1977. Prosador e poeta, também escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda. Seus romances, como Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004), são habitados por personagens que lutam para entrever beleza e esperança entre os destroços de uma das mais longas guerras civis africanas. É membro da União dos Escritores Angolanos. Seus livros foram traduzidos para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e chinês. Mais sobre ele: www.kazukuta.com/ondjaki

Dado Amaral
No MaPa - Dado declamará algumas de suas poesias.
Quem é o cara - Poeta, fez parte do Boato, banda que atuou intensamente nos anos 90. É também ator e cineasta, e realizou o documentário Por Gentileza (sobre o Profeta Gentileza) e curtas-metragens como Novela Vaga, uma comédia filmada entre o Rio de Janeiro e Paris. Professor de teatro, leciona interpretação no Nós do Morro (Vidigal) desde 2002. Prepara a publicação de seu primeiro livro de poemas, Olho Nu.



SERVIÇO:
Dia – 09 de julho (mudamos a data em homenagem aos tricolores!)
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 21h30m TÁ MAIS CEDO!
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para entrar para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

De cabeça baixa

Flávio Izhaki leu trechos de seu romance recém-lançado pela editora Guarda-Chuva: De cabeça baixa. A história de um escritor em auto-exílio que encontra seu livro num sebo, cinco anos após a publicação deste, com as margens do texto todas anotadas com comentários cáusticos. Abaixo, um dos pequenos trechos lidos na noite e a foto do autor em cena, que, apesar de afirmar que estava nervoso, foi muito bem no palco e deixou a platéia com vontade de conhecer o desenrolar da história.


"Houve vezes que poderia ter feito um pouco mais, sido um pouco mais para Luana. Levá-la até a porta do elevador e congelar o sorriso na janelinha até a caixa descer. Não conseguia. Ela sempre via a sensação de perfeição desabar com força maior do que a gravidade. O último olhar nunca levava um sorriso de recordação, e nem o primeiro, quando ela abria os olhos se espreguiçando com o corpo inteiro e o sentia ao lado na cama."

As mariposas

Paulo Thiago de Mello esteve entre os convidados da última edição do MaPa. Abaixo trechos dos textos que declamou, inspirados em memórias de relacionamentos afetivos do passado!



Ela tem curvas. Todas elas têm. Mas sua textura muda e traz odores sutis, suores suaves, que a constragem e me embalam. Do centro de suas pernas saem mariposas. Sua floresta esconde um sol de úmidos raios. Muitas coisas acontecem ali. Misteriosas, emaranhadas, espessas, escorregadias. Exploro bem de perto seu território, com olhos de míope, farejando, tateando com todos os sentidos. Durante séculos, atravesso seus vales, mergulho em seu lago e me enrolo em sua pele transparente. Sorvo seus líquidos, mordo sua carne, bebo seu sangue e deixo sinais nas curvas de suas coxas. Cravo minha marca com caninos afiados. Depois, me cubro com seus cabelos e me deixo ficar, eterno vigilante de minha conquista. Está sempre de passagem, pronta para fugir. Mas às vezes se distrai e me fecunda de alegrias espantosas, até que o amanhecer a devolva aos abismos.


Era frágil como um passarinho. Olhar ciscando, impreciso, procurando saídas. Respirava sua sina de ninfa e escondia o medo na languidez dos gestos, nas palavras de obscenidade óbvia. Exalava um perfume barato. Os cabelos, duros de tanta tinta, eram cores improváveis, tom sobre tom de muitas camadas, como as histórias de seu dia-a-dia, que se sucediam rapidamente. Mas eu a via sempre menina. Perdido num turbilhão de dúvidas, não sabia se a devorava ou a salvava de uma vez por todas. Era ela quem decidia, afinal, quando me despia a alma e, assustada como um passarinho, me engolia.

terça-feira, 20 de maio de 2008

E, mais uma vez, foi lindo...

Ao longo desta semana, publicaremos os textos declamados na última quarta!
Abaixo, fotos da noite!

Os convidados da última edição do MaPa reunidos no palco: os escritores Flávio Izhaki e Paulo Thiago de Mello e o cantor e compositor Otto. No flash, falta apenas o poeta Chacal.






Otto em cena. Ele cantou algumas de suas composições e declamou seus poemas.






terça-feira, 29 de abril de 2008

Ele está de volta!


O projeto MaPa tem mais duas edições marcadas no Cinemathequé, nos dias 14 de maio e 25 de junho. E, o melhor, entrou na grade de programação da casa!


Para quem não conhece a história segue o release aí embaixo


Um encontro entre músicos, prosadores e poetas. Esta é a proposta do Projeto MaPa. Idealizado e produzido por Marcello Magdaleno, ex-saxofonista da banda Canastra, o projeto nasceu no ano passado e já juntou no palco do Cinemathèque, em Botafogo, nomes como os do poeta e músico Cabelo, do escritor Marcelo Moutinho e do trompetista Guilherme Dias Gomes. Em maio o projeto passa a fazer parte da grade de programação da casa, com uma edição mensal. O próximo encontro está marcado para o dia 14 de maio, com a presença de novos convidados. Desta vez, sobem ao palco o cantor e compositor Otto; o poeta Chacal, que declama versos sobre a cidade; o escritor Flávio Izhaki, que acaba de lançar o romance De cabeça baixa, pela editora Guarda-chuva, e o escritor e jornalista Paulo Thiago de Mello.

O projeto conta com uma banda que mistura, por exemplo, a melodia de Cantaloupe Island, do pianista Herbie Hancock, com a letra de Samba da Bênção, de Vinicius de Moraes. Participando das canções, um pequeno time de poetas, prosadores e músicos sobe ao palco para desfiar palavras e notas ao longo da noite, um de cada vez. Os textos são declamados e a banda acompanha com arranjos que mudam de acordo com o contexto. O clima é de improviso, mas as entradas e saídas são planejadas. Nomes conhecidos se alternam com o de novos músicos e poetas. Na platéia, há ainda um troca-troca de livros. Quem quiser pode levar um livro e trocar por outro.

No dia seguinte ao das apresentações, as fotos e todos os textos declamados estarão disponíveis no blog do projeto. Assim, o público pode ler os poemas e textos que ouviu e ter mais informações sobre os seus autores em pequenas entrevistas.

Dia – 14 de maio
Local - Cinemathèque (Rua Voluntários da Pátria 53, Botafogo)
Horário – 22h30m
Preço - R$ 20
Lista amiga – R$ 15 (para a lista amiga enviar e-mail para mapaprojeto@gmail.com)


CONVIDADOS:
Otto – Cantor e compositor. Ex-percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e do mundo livre s/a (com quem gravou os dois primeiros discos). Hoje tem carreira solo.

Flávio Izhaki – Co-organizou e participou como contista do livro Prosas cariocas – Uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004) e das antologias Paralelos – 17 contos da nova literatura brasileira (Agir, 2004) e Contos sobre tela (Pinakotheke Edições, 2005). Foi apontado por um júri convocado pelo O Globo como aposta literária da nova geração de autores nacionais. De cabeça baixa (Editora Guarda-chuva) é seu primeiro romance.

Chacal - poeta e produtor do CEP 20.000 (lançou recentemente "Belvedere", ed. Cosac Naify)

Paulo Thiago de Mello – Repórter do jornal O Globo, antropólogo e escritor. Publica seus escritos em http://ipaco.blogspot.com/. Realizou um trabalho antropológico pelos botequins cariocas.

BANDA:
Pompeo Pelosi
- bateria / Roberto Medeiros - baixo / Marcelo Chaves - guitarra / Chiquinho Vaz - piano / Marcello Magdaleno - sax e voz

Mais informações:
mapaprojeto@gmail.com


PRÓXIMA EDIÇÃO - 25 de junho

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

...poemas para um ano bom...Feliz 2008!

AS VISTAS
Sento-me de fronte à baía
Com a Glória sob os pés
Santa Teresa sobre os ombros
Meu café repousa em alva xícara
A fumaça torna impressionista a paisagem
História sobre a retina
Passa ao largo sobre a rotina


PALAVRAS
Minhas palavras
Não se encaixam na canção
Porque palavras são
Coisas difíceis de usar
Quanto mais simples é
O que se quer falar

VOCÊ
Ipanema são seus olhos
Corcovado a cabeça
E a Lagoa o estômago
Copacabana o seu sexo
E o Centro o coração
Nas ruas as pessoas perplexas
Nas ruas os carros coagulam devagar
Mas a cidade não pára
A cidade não pára
A cidade é tão bela
Olhar para ela
É como te olhar


Os poemas deste post são de autoria de Marcello Magdaleno

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Projeto MaPa fechou o primeiro mês! O saldo foi bem positivo. Conseguimos um barulho. Reunimos as pessoas e os encontros aconteceram nos ensaios, nos shows e no blog.
Houve boas surpresas. Pedro de Hollanda, por exemplo, co-habitou um palco com uma banda pela primeira vez e sua poesia agradou à platéia. Ele estava nervoso dias antes. Tirou de letra! Outro bom momento foi receber o Chacal como primeiro convidado. Não podíamos começar melhor. Chacal é uma referência nesta história de poesia e o CEP produzido por ele abriu portas para muitas bandas.
Minha estréia no Canastra se deu justamente em um show lá. Agora, começamos a preparar a próxima temporada que deve acontecer no final de fevereiro ou começo de março. Por enquanto, só posso dizer que seremos ecléticos em relação aos artistas convidados.
E, enquanto isso, o blog segue mapeando os ensaios e os trabalhos daqueles que foram e serão nossos convidados.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cenas da última edição

Marcelo Moutinho recita seus contos.
Henrique Rodrigues recita poemas de "A musa diluída".

Guilherme Dias Gomes em momento de improviso.

As imagens são de Ana Rodrigues e Daniel Chiacos. Nossos mais sinceros agradecimentos a dupla e a todos os participantes.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Um pouco do que rolou por lá

Mais uma noite, mais histórias e boas apresentações. Daqui a pouco, chegam as fotos. Por enquanto, fiquem com alguns dos textos recitados!

HENRIQUE RODRIGUES

LUGAR
viver se faz em si – própria poeira
dispersa esfarelada no seu onde
refeita de uma cinza derradeira
é antes no seu quando que se esconde
memória desdobrada em peça inteira
viver é ser? pergunta que responde
tão falsa que a sentimos verdadeira
viver não está no fundo, mas na beira


COMPUTADOR
Escorre, pelos quatro cantos, o teu nome.
É cedo, é tarde, é noite aqui nesta janela
Onde uma encenação do tempo me consome.
Não tenho sono ou fome. Porém toda a tela
Verteu-se num negrume sobre a minha mente,
E ao breu que lentamente vem ganhar volume
Irrompem vaga-lumes: solidão presente
Tão singular e tão plural,
feito um cardume.

Mais sobre o cara - Henrique Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro, em 1975. É formado em Letras pela Uerj e mestre em Estudos de Literatura pela PUC-Rio. Trabalha com projetos de incentivo à leitura e circulação de manifestações literárias. É co-autor dos livros “Quatro Estações: o trevo” (1999, independente), “Prosas Cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro” (2004, ed. Casa da Palavra). Autor de “A musa diluída” (Record, 2006) e “Versos para um Rio Antigo” (infantil, Pinakotheke, 2007). Colabora com os suplementos literários do Jornal do Brasil e O Globo.

MARCELO MOUTINHO

SOLIDÃO
Do travesseiro, brotaram seres estranhos: bichos da floresta, anjos alados, pessoas mortas. Ainda assim dormiram bem. Ao acordar, notou a TV ligada, sem som. Sobre a mesa da cozinha, pão fresco, bolo de cenoura, mel, geléia e pó de café. Não tinha fome.
às vezes, a solidão é a cafeteira vazia.

Mais sobre o cara - O escritor Marcelo Moutinho nasceu em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, no dia 22 de junho de 1972. É formado em Comunicação Social, com especializações em Comunicação e Imagem (pela PUC-Rio) e Jornalismo Cultural (pela Uerj). Moutinho publicou os livros "Memória dos barcos" (7Letras, 2001) e "Somos todos iguais nesta noite" (Rocco, 2006) e organizou as antologias "Prosas cariocas - Uma nova cartografia do Rio" (Casa da Palavra, 2004) e "Contos sobre tela" (Pinakotheke, 2005), das quais é também co-autor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Hoje tem mais!


Nesta quarta (14/11) tem mais uma noite do MaPa no Cinematheque. Os convidados são estes aí abaixo.


Marcelo Moutinho - escritor (autor de "Somos todos iguais nesta noite", ed. Rocco)

Cabelo - músico, artista plástico e poeta

Henrique Rodrigues - poeta (autor de "A musa diluída", ed. Record)

Edu Vilamaior - baixo acústico (toca na banda Canastra)

Guilherme Dias Gomes - trompete (está gravando o CD "Guilherme Emmer Dias Gomes / Autoral")


Tá imperdível! Até!